
A demolição dos quiosques da Praia da Cerca começou ontem (9), por volta das 13h30. Foram derrubados cinco quiosques. Três ainda permanecem de pé, por que tem liminar da justiça.
Segundo Cláudia Mendes, presidente da Associação de Quiosqueiros de Guarapari, a preocupação dos quiosqueiros não é a desocupação da área e sim a situação de falta de informações ou projetos para a praia. “Nós já tínhamos consciência de que essa desocupação ia acontecer. O que a gente não concorda é a forma que o município trata as entidades, ou pelo menos a maioria delas. Não conversa, não explica sobre indenização, como foi na Praia do Morro e no Centro. Esse descaso é que deixa os trabalhadores muito tristes”, explicou.
A presidente explicou ainda que a Governo Federal, através da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), precisava retirar os quiosques para obedecer ao Programa de Gerenciamento Costeiro. A data da demolição dos módulos foi definida em reunião do prefeito Edson Magalhães com o superintendente da SPU, Magno Pires. A partir do dia 23 de maio está prevista a retirada dos quiosques de Setiba.
Economia
De acordo com Cláudia, além da questão social, com muitos quiosqueiros e suas famílias desempregados, existe a questão econômica, pois a falta de quiosques afeta o turismo da cidade. “O quiosque é importante por que o turista vem e quer ser bem recebido, bem tratado, com tudo na mão. O turismo é a fonte de renda de Guarapari. São os quiosqueiros que recebem os turistas e com esse dinheiro nós ajudamos a manter a economia da cidade girando.”, disse.
Ainda segundo ela, outro problema da falta de quiosques é que afeta a segurança. “Sem quiosques a praia vai ficar isolada e isso aumenta o consumo de drogas, da marginalidade, o abuso sexual, o morador vai estar propenso a muitas coisas” explicou.
Ela disse ainda que sem quiosques o turista de qualidade não fica na cidade, o que acaba gerando um turismo inferior, onde quem vem a cidade acaba trazendo tudo de casa para consumir nas praias.