Realizada audiência sobre a implantação da Via Sul
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Jamille Scopel
Aconteceu, na noite de ontem (28), na Câmara de Anchieta, uma audiência pública. Durante a oportunidade, foi feita a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental, realizado pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema), para discutir a concessão ou não de Licença Ambiental (LA) para a edificação de uma nova estrada, chamada de Via Sul. A rodovia passaria pelos municípios de Guarapari, Anchieta, Piúma, Iconha, Itapemirim e Rio Novo do Sul.
Estiveram presentes: o secretário de Anchieta, Renato Lorencini, representando a administração pública da cidade; o prefeito de Iconha, Delson Mogim; o secretário de Meio Ambiente de Guarapari, José Baldotto; e a população em geral. Durante a audiência, houve a apresentação do projeto e tanto as autoridades presentes quanto os cidadãos puderam fazer questionamento ou dar suas opiniões.
Renato Lorencini destacou a questão da preocupação com a sustentabilidade. “Como o prefeito Edival sempre fala, estamos trabalhando com responsabilidade, não queremos desenvolvimento a qualquer custo. Tudo, aqui, é discutido com a população. A Via Sul é uma importante ferramenta para a mobilidade urbana dentro do município de Anchieta”, afirmou.
Já o prefeito de Iconha Delson Mogim, falou sobre sua posição quanto a futuras críticas. “Quem não compareceu a audiência para conhecer o projeto. E, principalmente, discutir e opinar sobre ele, não poderá reclamar”, disse. O secretário de Guarapari, José Baldotto, falou sobre os empreendimentos que estão por vir. “Estamos acompanhando com entusiasmo, mas também com preocupação essa situação. A obra precisa vir antes dos grandes investimentos chegarem”, finalizou.
Projeto Via Sul
Já está sendo estudada há, aproximadamente, três anos, a implantação de uma nova estrada que irá do contorno de Guarapari até a entrada da BR-101 com a ES-488, localizada no distrito de São José do Frade. Cerca de 90% do projeto já foi concluído e alguns ajustes virão a ser feitos a partir das audiências públicas.
A rodovia, que recebeu o nome de “Via Sul” terá extensão de 55 km e um custo de 5,6 milhões por quilometro – totalizando um investimento de R$ 300 milhões. A previsão para a realização da obra é de 36 meses. No percurso serão edificadas: cinco pontes, com extensão de até 250 metros, e dois viadutos, sendo um deles em Guarapari.
O objetivo do projeto é criar um novo acesso aos usuários que utilizam a Rodovia do Sol e a BR - desafogando o trânsito nessa região. A nova estrada trará muitos benefícios para a região, mas também pode causar alguns impactos ambientais negativos. Por isso, a necessidade de discutir, durante as audiências, as questões ambientais pertinentes a instalação da rodovia.
O projeto, criado após os estudos realizados pelo Iema, verificou que a região sofre muito com os impactos causados pela ação do homem nos seis municípios: Guarapari, Anchieta, Piúma, Iconha, Itapemirim e Rio Novo do Sul. Porém, a construção da via é considerada viável do ponto de vista socioambiental.
No projeto foi pedido que se evitasse áreas com cobertura florestal e próximas a manguezais na criação do novo percurso. O estudo mostrou a necessidade de 91 desapropriações. E, mais de 15 programas devem fazer parte da implantação da via, como o Básico de Controle Ambiental - para a execução de obras - e o de Compensação Ambiental.
Após a apresentação, houve muitas perguntas e questionamentos, principalmente, questionando o traçado escolhido. Alguns produtores e moradores de Taquara do Reino e Goembê, como os Srs. José Brandão e Videmar de Oliveira, alegaram que o empreendimento pode causar a destruição de mais de 10 nascentes que atendem, além da lavoura ao consumo humano. De acordo com eles, diversas famílias seriam prejudicadas - mais de 100 pessoas
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